capítulo i.

“o adágio da rosa...”

bem-vindo!

“a unicórnio vivia em uma lilácea floresta, e vivia só. era muito velha, apesar de não saber disto, e não obtinha mais a cor distraída da espuma do mar, mas sim a cor da neve caindo n’uma enluarada noite.”

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olá! chamo-me ana clara lira... graça-lume-lira... aqui guardo, com ternura, cada coisinha que canta a mesma melodia de meu imo.

“a doçura de viver está nas jovens sorridentes que oscilam nos balanços embaixo das árvores: olhai para os seus longos vestidos flutuantes; para as suas tranças com fitas; para os seus olhos, rápidos como borboletas; para o seu riso encarnado... e as flores caem no seu regaço... e o sol enrola os fios dourados nos seus braços, e o vento mostra a borla de seda dos seus finos sapatos.”

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“... era amorosa, cultivava um vaso de flores, tocava flauta, fazia versos, amava o povo, compadecia-se das mulheres, chorava pelas crianças, confundia na mesma confiança o futuro e deus, e censurava a revolução por ter feito cair uma cabeça régia. habitualmente tinha a voz delicada, mas, de repente, viril. era letrada até a erudição, e quase orientalista. era boa, acima de tudo; e, coisa muito simples para quem sabe o quanto a bondade é próxima à grandeza, em matéria de poesia, preferia o imenso. gostava de passear pelos campos de aveia e de flores, e ocupava-se das nuvens quase tanto quanto dos acontecimentos. seu espírito tinha duas atitudes, uma pelo lado do homem, outra pelo lado de deus: ou estudava, ou contemplava.”

techo de os miseráveis, adaptado. relativo ao personagem jean prouvaire

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“o relógio soava com tênues músicas douradas, e entre os seus arabescos também descansavam deuses e heróis, cujas pregueadas roupas e puros perfis e formosíssimos cabelos admirávamos vagarosamente.”

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com amor, com amor, com amor...

jun 2 2018 ∞
apr 12 2021 +