os ensinamentos humanos e divinos de jesus de nazaré

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mãe maria

{epítetos: rosa mística, nossa senhora das lágrimas, a virgem amamentando & nossa senhora do leite, nossa senhora da anunciação, nossa senhora mãe do amor formoso}

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o apóstolo amado, evangelista joão

rainer maria rilke,

carl rogers,

audrey hepburn,

simone weil,

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cecília meireles

{o prefácio de alfredo gomes à primeira edição, 1919}

“(...) oferecem-se, de quando em quando, como visões do além, figuras suaves, nobilíssimas, as quais, como intangíveis, deslizam sem que as polua o bafo pestilento dos que lhes passam ao lado.

esses entes privilegiados não gritam – murmuram; não correm – perpassam alheios aos males. envoltos em radioso halo, vão mansamente protegidos pela própria essência, de natureza etérea, que lhes segreda ao ouvido cousas doces e ternas em coro de sussurros lisonjeiros, soprando e incutindo-lhes na alma esse misterioso dom da poesia, que perfuma tudo quanto tocam ou bafejam.

são poucos, são raros esses eleitos: flutuam docemente à tona das vagas ululantes da multidão que brada, vocifera, blasfema, tripudia e insulta, mas respeita neles o que é grácil, o que é belo, o que é sublime.

entre essas figuras de eleição – cecília meireles.

(...) envolta na serena luz que sempre dimana de uma alma pura, aureolava-lhe a fronte um nimbo atraente e simpático, misto de amor e de solidariedade moral, que a pusera ao lado de suas colegas perseguidas injustamente. (...) borbulhava no imo da alma da jovem esse quê indefinível e divino, a que se dá o nome de inspiração poética, antes da verdadeira aspiração ao belo intangível, que viceja nas regiões sublimes do ideal, desce à terra como arcano sondável e no seio de algumas criaturas se estiola às vezes à míngua de impossível tradução, enquanto acende o peito e dilata a imaginação de outras.”

“não tenho poema predileto. ainda não o escrevi. a intenção é que é perfeita. às vezes, um poema viaja comigo muito tempo sem ser escrito. se não lhe dou muita importância, vai embora. tenho muita pena dos poemas que não escrevo. e também muita dos que escrevo.”

“tenho um vício terrível: meu vício é gostar de gente. você acha que isso tem cura? tenho tal amor pela criatura humana, em profundidade, que deve ser doença.”

“minha primeira lágrima caiu dentro dos teus olhos

tive medo de a enxugar: para não saberes que havia caído…

no dia seguinte, estavas imóvel, na tua forma definitiva,

modelada pela noite, pelas estrelas, pelas minhas mãos.”

“houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul onde costumava pousar um pombo branco. nos dias límpidos o pombo parecia pousado no ar. eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e me sentia completamente feliz.”

“mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.”

“podemos amar, talvez, de modo mais penetrante, a nervura das folhas, nas árvores, a matizada plumagem dos pássaros, a delicada pintura das borboletas.”

“tenho, nos lugares mais diferentes, amigos à minha espera. você já reparou que, entre centenas, em cada país, nós temos sempre aquela pessoa, que, sem mesmo saber, espera por nós e, quando nos encontra, é para sempre? por isso é que eu gosto tanto de viajar, visitar terras que ainda não vi e conhecer aquele amigo desconhecido que nem sabe que eu existo, mas que é meu irmão antes de o ser.”

“ela fora sempre como um anjo de cera ou marfim. seus olhos tão calmos, violáceos, prateados, seus olhos veludosos de coelho branco ficaram um pouquinho entreabertos, como as caixas de nácar que naquele tempo se usavam para joias,”

“educação, para mim; é botar, dentro do indivíduo, além do esqueleto de ossos que já possui, uma estrutura de sentimentos, um esqueleto emocional. o entendimento na base do amor.”

“a menina translúcida passa.

vê-se a luz do sol dentro dos seus dedos.

brilha em sua narina o coral do dia.

leva o arco-íris em cada fio do cabelo.

em sua pele, madrepérolas hesitantes

pintam leves alvoradas de neblina.”

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joanna newsom

“later, i stumbled to my bed

all alone in the branches

i laid in the dark, thinking about

all of my friends and their changes...

and i do not know

if you know

just what you have done:

you are the sweetest one

i have ever laid my eyes upon.”

“let us go, though we know it's a hopeless endeavor

the ties that bind, they are barbed and spined and hold us close forever

though there is nothing would help me come to grips with a sky that is gaping and yawning,

there is a song i woke with on my lips as you sailed your great ship towards the morning:

come on home, the poppies are all grown knee-deep by now

blossoms all have fallen, and the pollen ruins the plow.

(...)

we could stand for a century

staring, with our heads cocked

in the broad daylight at this thing

joy, landlocked

in bodies that don't keep.

dumbstruck with the sweetness of being,

till we don't be.”

river phoenix,

gelsey kirkland,

mary oliver,

francisco de assis,

clara de assis,

teresa de lisieux.

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may 12 2022 ∞
jun 4 2024 +