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i want neither books nor men; they make me suffer. can one of them talk to me like the night – the summer night? like the stars or the caressing wind?

natalia follows:
  • "cada momento de cada dia me quebra o coração em mais pedaços do que meu coração é feito, é claro, nunca pensei em mim como uma pessoa quieta, que dirá calada, nunca pensei nas coisas, tudo mudou, o vão que se encravou entre mim e minha felicidade não foi o mundo, não foram as bombas e prédios em chamas, fui eu, meu pensamento, o câncer de jamais superar, se a ignorância é uma benção eu não sei, mas é tão doloroso pensar, e me diga, de que me serviu o pensamento, a que grande lugar o pensamento me levou? penso e penso e penso, pensar já me levou para longe da felicidade muitas vezes, mas nunca ao encontro dela."
  • "[...] às vezes consigo escutar meus ossos se comprimindo sob o peso de todas as vidas que não estou vivendo."
  • "tinha experimentado a alegria, mas não o suficiente, e existiria o suficiente? o fim do sofrimento não justifica o sofrimento, portanto o sofrimento não tem fim, que farrapo eu sou, pensei, que idiota, que tolo e tacanho, que inútil, tão atormentado e patético, tão impotente."
  • "tive vontade de chorar mas não chorei, provavelmente devia ter chorado, devia ter nos afogado ali mesmo no quarto, acabado com nosso sofrimento [...]"
  • "havia coisas que eu queria lhe contar. mas eu sabia que elas o magoariam. então eu as enterrei e deixei que magoassem a mim."
  • "não importa o quanto eu sentir, não vou deixar sair para fora. se eu tiver que chorar, vou chorar por dentro. se tiver que sangrar, vou fazer marcas roxas. se meu coração começar a enlouquecer, não vou sair falando isso para o mundo inteiro. não ajuda em nada. só piora a vida de todo mundo."
  • tenho tanto medo de perder algo que amo que me recuso a amar qualquer coisa."
  • "quando eu era garota, minha vida era uma música que ficava cada vez mais alta. tudo me comovia. um cachorro seguindo um estranho. isso me fazia sentir tanta coisa. um calendário mostrando o mês errado. algo assim podia me fazer chorar. me fez. o ponto em que a fumaça de uma chaminé se dissipava. uma garrafa virada, estacionada na borda de uma mesa. passei a vida aprendendo a sentir menos. cada dia eu sentia menos. isso é envelhecer? ou é algo pior? não é possível proteger-se da tristeza sem antes proteger-se da felicidade."
  • "naquela noite, naquele palco, por trás daquela caveira, me senti incrivelmente perto de tudo no universo, mas ao mesmo tempo extremamente sozinho. pela primeira vez na vida, me perguntei se a vida valia todo o esforço necessário para se viver. o que, exatamente, fazia a vida valer a pena? o que há de tão horrível em permanecer morto para sempre, não sentindo nada e nem mesmo sonhando? o que há de tão especial em sentir e sonhar?"
oct 29 2017 ∞
may 16 2019 +