• Quando eu tinha uns 14 anos, uma colega de escola mandou fotos particulares dela para um garoto que ela gostava. De forma maldosa as fotos apareceram em um site de postagem anonima. A escola toda usava, então todos tiveram contato com algo muito intimo para ela. Como todo adolescente eu achei que a vida dela tinha acabado ali, mas na realidade da vida isso não necessariamente acontece. Acho que a sabedoria nos faz entender ao longo dos anos que nada é tão permanente. Não sigo a menina, mas volte e meia aparece uma grande campanha que ela participou, ela é lindissíma, está casada ou algo assim, parece dentro do possível dona da sua própria vida.

Quando assisti a esse filme, me senti muito inclinada a gostar, já tinha visto frames e referencias sobre ele. Não desgostei de primeira, mas ele parecia não ter descido legal. E acabou que ele cresceu muito dentro de mim, mas de uma forma muito oposta ao que se prega sobre ele aparentemente.

O garoto de uns 17 anos ao descobrir que teria a liberdade censurada (momentaneamente) tira a própria vida. E aí parece que o filme está dando um tiro na própria culatra. Os pais que alegavam que os meninos eram imaturos demais para ter acesso aqueles ideais recebem uma confirmação disso com o próprio filme. Preferir a morte a falta de liberdade é um ideal muito bonito mesmo, mas completamente imaturo. E ai são duas saidas, ou a mensagem do filme é realmente imatura e é daqueles filmes que só faz sentido se você é adolescente ou a mensagem foi passada de um jeito muito ambiguo.

sep 8 2026 ∞
sep 8 2026 +