- A cabei de ver o episódio dois de amor da minha vida. Fiquei muito alugada com ele. A bia vai ver o pai dela em algum lugar distante e remoto. Ela chega lá com suas mágoas e acusações e encontra um pai apático as suas dores. Mais que isso, ela encontra um pai que se coloca quase totalmente alheio a qualquer culpa, de início.
- Com suas faltas bia se depara com irmãs que não experimentam dessas faltas no pai. Ele é naquele cenário que ele criou, amoroso, presente.
- Lendo crepusculo, na verdade sol da meia noite, que é a versão do edward sobre a história. Por um tempo edward decide que iria se permitir beber sangue humano, para aliviar sua consciência, decidi que escolheria apenas vitimas moralmente duvidosas. O problema é que edward lia mentes, então ao tentar identificar esses ser humanos ruins por assim dizer, ele encontrava algo um tanto comum na autodefesa humana. Homens que para não lidarem com a culpa e o confronto da própria maldade, fragmentavam sua personalidade em dois. Assim, existia o ser perverso que ficava um pouco distante do ser de verdade. Edward encontrou só um homem que abraça e gostava da própria maldade.
- De forma curiosa isso diz muito na história sobre o personagem de edward. Ele coloca seu lado vampiro ou monstro como algo a parte dele, não como parte de si. Ao mesmo tempo que se via em cada assasino que matou no seu periodo de rebelião.
- Pai de Bia não é um homem arrependido, ele mesmo confessa não ver mal em nada que fez, mas ele vê bia como ele. Egoista e autocentrada. Ele cria uma realidade onde ele é bom e está em remissão. A filha dele, prova viva de todas as suas faltas, cheia de acusações e magoas, espelho de que ele é. Recebe dele a recusa que ele próprio se dá, de uma versão que ele ignora. Ele não quer o perdão dela, nem mesmo o dele, ele só quer que a realidade que ele criou para si não seja abalada.
- Bia chega com faltas e vai embora com faltas ainda maiores.
oct 10 2026 ∞
oct 10 2026 +