acrescendo ao orvalho suas lágrimas, / nublando as nuvens com suspiros fundos
quero uma tocha. que corações leves / usem seus calcanhares insensíveis. / como um ditado velho já dizia - / seguro a vela e fico só olhando. / é hora de pensar, 'stou acabando
eu sei; de sonhos. / filhos de cérebros desocupados, / concebidos por fantasias vãs, / cuja substância não é mais que ar; mais frágeis do que o vento, eles seduzem / inda hoje o sei gélido do norte - / mas, se irritados, bufam desde lá / e voltam-se pro sul, mais orvalhado
eu só anseio pelo que já tenho: / minha afeição é como um mar sem fim, / meu amor tão profundo. mais eu dou / mais tenho, pois são ambos infinitos
você já virou casco, mar e vento, / pois seus olhos são mar que desce e sobre / com choro de maré. seu corpo é a nau / que ali navega; os ventos, seus suspiros / que rugem e sacodem suas lágrimas, / que se não se acalmarem vão levar / seu corpo a naufragar