"não perguntem o nome a quem lhes pede ajuda. é sobretudo aquele a quem o nome constrange que necessita de asilo."

"nunca temamos nem os ladrões nem os assassinos. estes são perigos externos, pequenos perigos. temamos a nós mesmos. os preconceitos, esses são os ladrões; os vícios, esses são assassinos. os grandes perigos estão dentro de nós."

"não basta acabar com os abusos, é preciso modificar os costumes, o moinho se foi, mas o vento ainda permanece."

"olhem a vida de perto. ela é feita de tal forma que toda parte se vê punição."

"aprender a ler é iluminar com fogo; cada sílaba soletrada cintila."

"de resto, quem diz luz não diz, necessariamente alegria. também se sofre com a luz; em demasia, queima. a chama é inimiga da asa. queimar-se sem parar de voar, é esse o prodígio do gênio."

"se há uma alguma coisa mais pungente do que um corpo agonizante pela falta de pão, é uma alma que morre da fome de luz."

"dizendo não ao progresso, não é o futuro que eles condenam, mas a si mesmos. contraem uma doença sombria, inoculam-se o passado. só há uma maneira de recusar o amanhã, morrer."

"o coração que ama e que sofre se encontra em estado sublime."

"cada vez que o vento sopra, leva consigo mais sonhos dos homens do que nuvens do céu."

"o amor verdadeiro é luminoso como a aurora e silencioso como o sepulcro."

"quando duas bocas, feitas sagradas pelo amor, se juntam para criar, é impossível que por sobre esse beijo inefável não haja um estremecimento no imenso mistério das estrelas. são essas as verdadeiras felicidades. não há alegrias além dessas alegrias. o amor, está nele o único êxtase. todo o resto chora."

"a juventude vai para onde há alegria, para as festas, para os amores, para a viva luminosidade. a velhice caminha para o fim. não se perdem de vista, mas não há mais união. os jovens sentem o resfriamento da vida, os velhos, o resfriamento do túmulo. não devemos acusar essas pobres crianças."

"em meio a essa obscura e desmaiada penumbra por onde rastejava, cada vez que virava a cabeça e tentava levantar o olhar, via, com terror e raiva, surgir, erguer-se, elevar-se a perder de vista dele, horrivelmente escarpado, uma espécie de pavoroso empilhamento de coisas, leis, preconceitos, homens e fatos, cujos contornos mal distinguia, cuja aglomeração o amedrontava, e que não era nada mais do que essa maravilhosa pirâmide a que nós chamamos civilização."

"os animais não são mais do que as imagens das nossas virtudes e vícios vagando diante de nossos olhos."

"minha filhinha não tem mais frio, a vesti com os meus cabelos." :(

"há um espetáculo mais grandioso que o mar, é o céu; e há outro mais grandioso que o céu, é o interior da alma."

"era a segunda aparição branca que ele encontrava. o bispo fizera levantar em seu horizonte a aurora da virtude; cosette fazia levantar-se a aurora do amor."

dec 3 2020 ∞
jan 27 2025 +