• O Início da Escravidão

A escravidão é bem mais antiga do que o tráfico do povo africano. Ela vem desde os primórdios de nossa história, quando os povos vencidos em batalhas eram escravizados por seus conquistadores. Podemos citar como exemplo os hebreus, que foram vendidos como escravos desde os começos da História. Muitas civilizações usaram e dependeram do trabalho escravo para a execução de tarefas mais pesadas, ela foi praticada por diversos povos durante toda a história de modos diferentes e específicos. Em algumas civilizações, como no Egito Antigo, por exemplo, o escravo não era a base da produção, a eles cabia somente o trabalho domestico e militar, diferente da Roma Antiga onde a produção das grande fazendas e das obras publicas recaía toda sobre os escravos (por isso chamamos a civilização romana de civilização escravista).

  • Escravidão no Brasil

No Brasil, a escravidão teve seu início a partir da produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os indios não eram escravidados pois tinham a proteção do jesuitas, alem de que teriam muito mais facilidade de fugir tendo em vista que são nativos e conhecem muito bem as terras; então começaram a trazer os escravos de suas colônias na África, ja que eles teriam muito mais dificuldade de fugir e ainda gerariam um lucro pra Coroa com o proprio trafico de escravos.

Os escravos eram utilizados como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar da região nordeste do Brasil e eram totalmente desumanizados, sendo transportados amontoados em navios, muitas vezes causando a morte dos proprios antes mesmo de chegar ao destino. Tratados como mercadorias, os preços dependiam muito da idade e do sexo, os que eram mais saudaveis e fortes valiam muito mais que os ja velhos e fracos. As mulheres eram colocadas para fazer trabalho doméstico, serviam como amas de leite e muitas vezes eram violentadas e abusadas sexualmente. Muitas engravidavam dos seus senhores, dando origem à população mestiça.

Os escravos também trabalhavam mais de 14 horas ao dia e se alimentavam no maximo 2 vezes por dia, sofrendo não só torturas físicas, mas também psicológicas. Viviam em senzalas e ficavam acorrentados para não fugir, os poucos que conseguiam fugir eram muitas vezes capturados e castigados para servir de exemplo a possiveis futuros fugitivos. Quando a fuga tinha sucesso, eles fugiam para os quilombos onde podiam praticar seus rituais religiosos, sua cultura e a falar a própria língua. A reinserção social após a fuga era praticamente impossível, tanto para não serem descobertos, como também pelo preconceito racial.

  • Abolição da Escravatura

Com o surgimento do ideal liberal e da ciência econômica na Europa, a escravatura passou a ser considerada pouco produtiva e moralmente incorreta.

A escravatura em Portugal continental foi proibida a 12 de Fevereiro de 1761 pelo Marquês de Pombal.

Em 1850 foi feita, no Brasil, a Lei Eusébio de Queirós que impunha punição aos traficantes de escravos, assim nenhum escravo mais entrava no país.

Em 1871 foi feita a Lei do Ventre Livre que declarava livre os filhos de escravos nascidos a partir daquele ano.

Em 1885 a Lei dos Sexagenários, que concedia liberdade aos maiores de 60 anos. E mais tarde fez surgir o abolicionismo, em meados do século XIX.

Em 1888, quando a escravidão foi abolida no Brasil, ele era o único país ocidental que ainda mantinha a escravidão legalizada. A Mauritânia foi, em 1981, o último país a abolir, na letra da lei, a escravatura.

De acordo com a lei a escravidão não existe mais. Hoje em dia tem pelo menos 27 milhões escravos no mundo. A escravidão permanece até os dias de hoje, não apenas nos países pobres como nos desenvolvidos. Produto da desigualdade e da impunidade, ela é uma grave doença social. Em sua forma contemporânea apresenta-se nas mais diversas formas: da prostituição infantil ao tráfico de órgãos, do tráfico internacional de mulheres à exploração de imigrantes ilegais e à servidão por dívida.

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