A Proclamação da Republica foi instigada por uma crise causada principalmente pelo anseio do povo por um sistema democrático, com mais liberdade econômica e menos autoritarismo, mas tiveram outras coisas que ajudaram causar essa crise, como a interferência de Dom Pedro II em questões religiosas (o que provocou atritos com a Igreja Católica), e os rumores de corrupção na Corte (que causaram descontentamento entre os militares brasileiros, a imprensa, a classe média e os profissionais liberais que desejavam mais liberdade política).

Por esses motivos, muitos se juntaram no movimento republicano, que defendia o fim da Monarquia e a implantação da República. Também se juntaram ao movimento os defensores da causa abolicionista, que relacionavam a falta de desenvolvimento às desigualdades na relação de trabalho, que era legitimada pelo império português. Assim, o fim da monarquia era uma saída viável para aqueles que combatiam a mão-de-obra escrava.

Sendo assim, logo nas primeiras horas da manhã do dia 15 de novembro de 1889 era proclamada a República no Brasil, o marechal Deodoro da Fonseca derrubava a Monarquia e proclamava a República no Campo de Santana, Rio de Janeiro, onde era a sede da corte. Mesmo com resistência verbalmente oferecida do visconde de Ouro Preto e com a tentativa fracassada de D. Pedro II tentar reverter a situação, o fato foi consumado com o apoio da corporação militar, especialmente do ajudante-geral Floriano Peixoto e na madrugada de 17 de novembro, D. Pedro II juntamente com sua família, foram conduzidos ao embarque para o exílio. Neste momento o país deixava de ser uma Monarquia Constitucional, com todo o seu aparato governamental centralizado na figura do imperador D. Pedro II, e passava a ser administrado por um presidente da República, o militar marechal Deodoro da Fonseca.

Para governar o Brasil República, os republicanos criaram um governo provisório, tendo o Marechal Deodoro da Fonseca permanecido como presidente do país. Rui Barbosa, Benjamin Constant, Campos Sales e outros nomes importantes do movimento republicano foram escolhidos para formar os ministérios. Ao se tornar uma República Federativa, as antigas províncias transformaram-se em estados, mais autônomos em relação ao poder central. Deu-se a separação do Estado e da Igreja, a liberdade de cultos religiosos, o estabelecimento do casamento civil e a secularização dos cemitérios. A sociedade, constituída expressivamente por trabalhadores escravos, conheceu o trabalho livre, fosse pela abolição da escravatura em 1888, fosse pela progressiva mão-de-obra imigrante chegando ao país. “Cidadão” tornou-se o chamamento de pronto utilizado nos comunicados oficiais. O tempo do Império, lento, a tração animal, deu lugar ao tempo da República, a tração elétrica, marcado pela velocidade.

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