• Revolta dos Beckman (maranhão, 1684)

Ocorreu no Maranhão em 1684. Liderada por Manuel Beckman, teve como causa principal a falta de mão de obra escrava e o desabastecimento e altos preços das mercadorias comercializadas pela Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão, criada pela coroa portuguesa em 1682. Os rebeldes, liderados pelos fazendeiros Jorge Sampaio, Manuel Beckman e Tomás Beckman, expulsaram os jesuítas, saquearam os armazéns da Companhia de Comércio, depuseram as autoridades locais e formaram um novo governo. Tomás Beckman foi enviado a Portugal para informar ao rei quais eram os motivos da revolta. Lá chegando, foi preso e reconduzido ao Maranhão, junto com Gomes Freire, novo governador indicado por Portugal, que recolocou no poder as autoridades depostas e capturou os rebeldes. Manuel Beckman e Jorge Sampaio foram enforcados e Tomás Beckman foi exilado na África. Os jesuítas voltaram ao Maranhão e a Companhia de Comércio foi reativada.

  • Guerra dos Emboabas (são vicente, 1707-1710)

Ocorreu em Minas Gerais entre os anos de 1708 e 1709. Os bandeirantes paulistas queriam exclusividade na exploração das minas de ouro descobertas por eles. Porém, portugueses e colonos de outros estados (chamados de emboabas pelos paulistas) também queriam o direito de exploração. O conflito ocorreu pela disputa de exploração do ouro entre estes dois grupos.

  • Guerra dos Mascates (pernambuco, 1710)

A Guerra dos Mascates ocorreu em Pernambuco entre 1710 e 1711. Teve como principal causa o endividamento e a disputa política entre os senhores de engenho de Olinda (possuidores de terras) e os mascates (comerciantes portugueses) pelo controle de Pernambuco. A elevação de Recife à categoria de vila desagradou os senhores de engenho, que estava em sua maioria devendo dinheiro aos mascates, assim gerando um conflito e fazendo os atacarem recife.

    • Inconfidência Mineira (1789)

Inconformados com o peso dos impostos, membros da elite uniram-se para estabelecer uma república independente em Minas. A revolta foi marcada para a data da derrama (cobrança dos impostos em atraso), mas os revolucionários foram traídos. Como consequência, os inconfidentes foram condenados ao desterro perpétuo na África, com exceção de Tiradentes, que foi enforcado e esquartejado.

  • Conjuração Baiana ou Conspiração dos Alfaiates (1798)

Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular. Movidos por uma mescla de republicanismo e ódio à desigualdade social, homens humildes, quase todos mulatos, defenderam a emancipação política do Brasil, além de mudanças políticas e sociais. Um dos principais líderes foi o alfaiate João de Deus do Nascimento. O governo baiano debelou o movimento. Dos 43 presos, quatro foram enforcados.

  • Guerra de Canudos (1896-1897)

Avaliações políticas erradas, pobreza e religiosidade deram início à guerra contra os habitantes do arraial de Canudos, que ficava no interior da Bahia, onde viviam, em 1896, cerca de 20 mil pessoas sob o comando do beato Antonio Conselheiro. De novembro de 1896 até sua derrota em outubro de 1897, o arraial de canudos resistiu às investidas das tropas federais (quatro expedições militares). A guerra deixou entre 15 a 25 mil mortos.

  • Revolta de Filipe dos Santos

Movimento social que ocorreu em 1720, em Vila Rica (atual Ouro Preto), contra a exploração do ouro e cobrança extorsiva de impostos da metrópole sobre a colônia. A revolta contou com cerca de dois mil populares, que pegaram em armas e ocuparam pontos da cidade. A coroa portuguesa reagiu e o líder, Filipe dos Santos Freire, acabou enforcado.

  • Golpe de 1964

Em 31 de março de 1964, líderes civis e militares derrubaram o presidente João Goulart. O movimento teve apoio não somente das classes conservadoras, mas também de amplos setores das classes médias. A crescente influência política de lideranças sindicais esquerdistas levou poderosas forças sociais a organizarem movimentos que contaram com grande participação feminina.

    • Confederação do Equador

Foi um movimento político contrário à centralização do poder imperial, ocorrido no nordeste. Em 2 de julho, Pernambuco declarou independência. A revolta ampliou-se rapidamente para outras províncias, como Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Reprimidos, em setembro, os revolucionários já estavam derrotados e seus líderes foram condenados ao fuzilamento, forca ou prisão perpétua.

    • Guerra dos Farrapos

Uma das mais extensas rebeliões deflagradas no Brasil (de 1835 a 1845) aconteceu no Rio Grande do Sul tinha caráter republicano. O grupo liberal dos chimangos protestava contra a pesada taxação do charque e do couro e chegou a proclamar independência do RS. Depois de várias batalhas, o governo brasileiro concedeu a anistia a todos

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