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você é minha mãe? de alison bechdel
nossa, muito interessante como a alison associa a forma como a virginia woolf lida com o processo de escrever sobre a vida e AINDA fazer descaso com a escrita sobre a alma, sobre movimentos internos, assim como a mãe de alison com suas listas de afazeres que não são relidas. é o contrário do que alison busca e faz, já que gostaria de mergulhar em auto absorção. é interessante mas... onde ela quer chegar com essas associações?
ela cita um trecho de um dos diários da virginia woolf, algo que os artistas sempre dizem fazer. a arte enquanto criação, para se desassombrar, digamos assim... coisas que te acometem o cérebro ou o coração que são exorcizados no ato da criação da obra prima. tema que me deixa sempre intrigada. virginia woolf fala que quando terminou de escrever "ao farol", parou de ser obcecada pela mãe. que ela já não vivia nos seus pensamentos, já não a via mais. penso muito sobre isso. sobre como a arte ela pode ser uma força motriz para exorcizar dores dentro de nós. (não a arte no seu sentido abstrato, mas na de construção, desconstrução, criação e pensamento, imaginar e concretizar, vindo de dentro do seu corpo, feito com as suas mãos ou com seu coração, envolvendo referências, saberes, estudos, espontaneidade ou não).
a alison fala que em nove anos de analistas e terapias não conseguia deixar de ser assombrada pelos pais. (acho que preciso elaborar melhor isso aqui, não é bem isso. quero entender.)