Sinto uma constante vontade de morrer. Creio que ela esteja incontrolável e não possuo mais domínio sobre minhas vontades. Parece existir uma dicotomia entre a vontade e a covardia. Talvez, um dia, a vontade supere a covardia. Ainda tenho o sonho de ser uma referência para Clara. Talvez isso me pare.

Sinto, às vezes, que estou o tempo todo pagando por um pecado, e juro que queria descobrir qual foi esse pecado. Talvez por ter sido um neto ridículo para o homem que, só de estar escrevendo sobre ele, já me faz chorar. Ou por ter sido um filho ridículo para minha mãe, que abdicou da própria liberdade por mim e por Letícia. Acho que nunca vou ter a resposta para isso, e é justamente essa falta de resposta que me mata todos os dias.

Odeio ter sido forçado a assumir a representação masculina dentro de casa, e isso fez com que eu abandonasse meus sonhos...

may 15 2026 ∞
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