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Sinto uma constante vontade de morrer. Creio que ela esteja incontrolável e não possuo mais domínio sobre minhas vontades. Parece existir uma dicotomia entre a vontade e a covardia. Talvez, um dia, a vontade supere a covardia. Ainda tenho o sonho de ser uma referência para Clara. Talvez isso me pare.
Sinto, às vezes, que estou o tempo todo pagando por um pecado, e juro que queria descobrir qual foi esse pecado. Talvez por ter sido um neto ridículo para o homem que, só de estar escrevendo sobre ele, já me faz chorar. Ou por ter sido um filho ridículo para minha mãe, que abdicou da própria liberdade por mim e por Letícia. Acho que nunca vou ter a resposta para isso, e é justamente essa falta de resposta que me mata todos os dias.
Odeio ter sido forçado a assumir a representação masculina dentro de casa, e isso fez com que eu abandonasse meus sonhos e vontades em prol de participar ativamente do sustento da minha família. Nunca vou perdoar meu pai por ter sido um fraco. Talvez vocês, que estão lendo isso, me achem um fraco tanto quanto ele. É justo.
Meu trabalho não me faz feliz, e eu tento preencher toda a falta que sinto com milhares de hobbies para manter minha mente sem pensar por um único segundo.
Giovanna foi uma das minhas maiores dores e alegrias. Acho que nunca vou superar tudo isso, a forma como cinco anos foram despedaçados e também a maneira como tudo acabou, algo que me deixou tão deprimido que não consigo expressar. Talvez eu seja até idiota por estar escrevendo sobre um término de relacionamento em um momento como esse, mas para mim foi amor, verdadeiro amor. Tenho tantos sentimentos em relação a essa questão que não consigo deixar de escrever.
Sou muito grato a Alcântara e Biel. Vocês foram uma das melhores partes de toda a minha jornada. Queria ter feito mais por vocês. Esse é o mesmo sentimento que tenho pela minha avó e pela minha irmã. Sinto que poderia ter feito muito mais por elas.
Queria escrever mais sobre tantas coisas, mas sinto que é em vão. Na realidade, talvez tudo o que escrevi até esta linha também seja em vão.
A todas as pessoas que se importaram comigo em algum momento e que passaram com amor pela minha vida, agradeço de todo o meu coração: Ana Rosa, Ana Carolina e sua família, Lucas Negreiros, Letícia Senhorinho, Lucas Senhorinho, Douglas Magno, Tayná Vieira, João Emanuel, Gabriela Guarda, Zenaide, Leleco, Tia Verônica, Bryan, Aline Andrade, Anne Marinho, Rodrigo Guimarães, Tia Neide, Tia Solange, Tia Graça, Tia Cíntia, Tia Cibele, Jsoinaldo, Malu e tantas outras pessoas.