- Cítaras e harpas num céu incandescente,
- almejo-as em lancinante amor, sagradas
- são as suas palavras, as minhas? danadas.
- Sou impuro pecador, indigno, indecente.
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- Sou um vexame diante do paraíso,
- sou renegado desse bálsamo etéreo,
- sou condenado à esse infesto venéreo
- que perscruta minhas fracas veias, sorriso
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- de anjos que gargalham ironias cínicas
- enquanto eu escalo a maldita escadaria
- manchando-a de sangue sujo e idolatria
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- Escorrego na própria lambança fatal
- e eles riem, riem, riem em euforia
- sou nada, um nada, um nada sepulcral
may 19 2026 ∞
may 19 2026 +