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❤︎ ິ † ﹙…﹚ “𝖭𝗂𝗀𝗁𝗍 𝗂𝗌 𝗇𝗈𝗍 𝗌𝗈𝗆𝖾𝗍𝗁𝗂𝗇𝗀 𝗍𝗈 𝖾𝗇𝖽𝗎𝗋𝖾 𝗎𝗇𝗍𝗂𝗅 𝖽𝖺𝗐𝗇. 𝖨𝗍 𝗂𝗌 𝖺𝗇 𝖾𝗅𝖾𝗆𝖾𝗇𝗍, 𝗅𝗂𝗄𝖾 𝗐𝗂𝗇𝖽 𝗈𝗋 𝖿𝗂𝗋𝖾. 𝖣𝖺𝗋𝗄𝗇𝖾𝗌𝗌 𝗂𝗌 𝗂𝗍𝗌 𝗈𝗐𝗇 𝗄𝗂𝗇𝗀𝖽𝗈𝗆; 𝗂𝗍 𝗆𝗈𝗏𝖾𝗌 𝗍𝗈 𝗂𝗍𝗌 𝗈𝗐𝗇 𝗅𝖺𝗐𝗌, 𝖺𝗇𝖽 𝗆𝖺𝗇𝗒 𝗅𝗂𝗏𝗂𝗇𝗀 𝗍𝗁𝗂𝗇𝗀𝗌 𝖽𝗐𝖾𝗅𝗅 𝗂𝗇 𝗂𝗍.”

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Há muito tempo, quando a terra foi devastada e a humanidade reduzida a cinzas, um seleto grupo de pessoas sobreviveu. Partículas do cometa que aniquilara o planeta infiltraram-se na carne desses sobreviventes, fundindo-se aos seus corpos como um veneno silencioso; e mesmo quando o mundo exalou seus suspiros mais cruciantes, vida ainda permeava aqueles seres adormecidos.

Dias se arrastaram sob um céu enfermo. Tempestades convulsas rasgavam o horizonte, seguidas por dias de um calor severo e quase sobrenatural, que coexistiam simultaneamente, como se a própria natureza delirasse em tormento. O colapso era evidente, anunciado pelo lamento do vento entre ruínas e pelo silêncio sepulcral que recobria a terra. Ainda assim, aqueles seres, tão alheios ao novo e sombrio destino que os aguardava, continuavam mergulhados em um sono profundamente imperturbáve...

feb 23 2026 ∞
feb 23 2026 +

Corvina Romanova Vasilieva, born in 2003 in Saint Petersburg, Russia. They call her an angel or a frightening nymph. She lives in an isolated house in the forest with her husband and children, and runs a small shop selling antique objects and her macabre handicrafts.

feb 23 2026 ∞
feb 23 2026 +

A loucura tenta se instalar em meu âmago como um parasita. Sinto-a roendo meus ossos, rasgando meus órgãos, bebendo meu sangue. Encaro-me no espelho e mal reconheço o que sou; humana? Assombração? Amaldiçoada? Tenho medo de não ser real. Devo temer que a sombra atrás de mim seja real? Ou devo temer mais que não seja?

O tempo nesta capela abandonada por Deus parece seguir um percurso diferente do normal. Lento. Pausado. Um zumbido em meus ouvidos.

Tic. Tac. Tic. tac. tic. Tac. tic-tac.

Angústia me devora. Conto os dias com rabiscos nas paredes, cortes em meu corpo e palavras soltas nas páginas dos poucos livros que permitem que leiamos. Repito o meu nome cento e oito vezes por dia, temendo esquecê-lo, já que aqui sou apenas...

feb 23 2026 ∞
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feb 23 2026 ∞
feb 23 2026 +

A escuridão se alastrava pela terra como uma maldição premeditada no exato momento em que a recém nascida respirou seu primeiro fôlego de vida. A mãe contemplava-lhe os traços delicados, tão serenos e inocentes, com uma constatação dolorosa do desfecho que precisava impedir. A mulher sabia que jamais poderia exibir a menina tão adorável em seus braços como seu presente mais precioso; ela estava, mesmo naqueles breves minutos de existência, condenada a uma vida inteira sob as sombras do passado da mãe.

Irina não sabia como seriam os próximos anos, dias ou mesmo os minutos a partir dali, mas, naquele instante suspenso no tempo, permitiu-se demorar em sua admiração silenciosa. Carregaria aquela memória tão dócil, tão frágil, cravada em seu cerne por toda a eternidade. Lágrimas escorriam pelas bochechas avermelhadas, borrando-lhe a visão enquanto seus lábi...

feb 23 2026 ∞
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