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artigos, newsletter e podcasts que estou lendo/ouvindo para não ter meu cérebro completamente derretido pelas redes sociais e vídeos rápidos. Também como estudo pessoal do vocabulário de inglês.

Para ler em sites pagos:

  • A Revolução Russa - vídeo bem completo de quase 1h sobre como a familia romanov acabou seu reinado de três séculos, como o lennin virou líder do estado e como a revolução bolchevique tomou o lugar da monarquia.
  • Why Are Men a Minority in Asexuality - Os homens podem não ser necessariamente menos assexuais ou arromânticos; eles podem ter mais dificuldade para reconhecer, nomear e assumir essas identidades porque as normas sociais ligam fortemente a masculinidade ao desejo sexual e aos relacionamentos românticos.
  • Why Doesn't The Stormlight Archive Feel Like Fantasy? - Esse post do Substack basicamente pergunta: por que The Stormlight Archive não parece mais fantasia? O autor acabou de terminar Wind and Truth e percebeu que, embora os dois primeiros livros (The Way of Kings e Words of Radiance) parecessem 100% fantasia clássica, a vibe mudou completamente a partir de Oathbringer e Rhythm of War. Ele não está criticando o Sanderson,inclusive gostou do livro novo. Ele só defende que "fantasia" é mais do que uma listinha de elementos como magia e mundos criados; é uma estética, um sentimento. Conforme a série evoluiu, ela perdeu aquela vibe tradicional de fantasia e virou outra coisa. Uma brisa bem interessante.
  • AI's got nothing on a woman's loneliness - O texto é um desabafo bem profundo e poético sobre a solidão feminina. A autora fala que sente esse vazio e a falta de pertencimento desde criança (tipo ser a última escolhida no vôlei) e como esse sentimento virou quase um traço de personalidade permanente na vida adulta. Ela comenta que, por mais que tente se encaixar, trabalhar duro, ser sociável e fingir que "tá tudo bem" quando é deixada de lado, o esforço mental é exaustivo. No fim das contas, o texto traz essa brisa de que nem a tecnologia mais avançada ou a Inteligência Artificial conseguem entender ou preencher esse vazio existencial e a busca dolorosa por ser genuinamente compreendida. Bem sad girl vibes, mas muito real.
  • Asexual Perspective: because you can't have the one you want - A autora menciona Jo March, de Little Women, como uma personagem com a qual muitas pessoas assexuais e/ou arromânticas se identificam. Ela usa Jo como exemplo porque a personagem frequentemente demonstra desconforto com as expectativas de casamento e romance impostas às mulheres, priorizando sua independência, sua escrita e sua identidade própria.
  • hoe without optmism. On becoming a student at university again - Texto incrível da júlia no Substack que me trouxe uma identificação enorme. Ela terminou Direito em 2024 e viveu aquele choque de ver que o curso não era o que esperava, percebendo que sua paixão real sempre foi a literatura e o inglês, bem como aconteceu comigo. Apesar da frustração, ela continua acreditando no poder do conhecimento e na importância do ensino público de qualidade. Ela recalculou a rota, passou em uma federal e recomeça as aulas agora em agosto. Senti que nossos caminhos estão na mesma sintonia, já que em agosto eu também volto para a universidade para começar o meu mestrado. É reconfortante ver outra pessoa abraçando um recomeço guiado pelos livros.
  • Off-Campus e a crise nos relacionamentos heterossexuais - ​O texto da Irys Nascimento analisa o sucesso de Off-Campus e o fenômeno do "homem escrito por uma mulher". A autora faz um paralelo entre essa obsessão literária e o "heteropessimismo" da vida real, gerado pela dificuldade de encontrar parceiros decentes. O ensaio discute a crise da masculinidade: com as mulheres mais independentes, muitos homens reais se tornaram inseguros e ressentidos. No fim, o sucesso de personagens como o Garrett não é por serem príncipes perfeitos, mas porque entregam o básico que falta na realidade: responsabilidade afetiva, diálogo, respeito e uma preocupação genuína com o prazer e a segurança feminina. Virou um refúgio literário contra a superficialidade atual.
  • Como voltar a pensar sem usar o Chat - Dicas bobas e até bem óbvias sobre como passar o tempo sem pesquisar em inteligências artificiais para tirar qualquer dúvida. Acredito que é mais uma questao em praticidade e tempo. Tem algumas dicas ok, como o fato de escrever por si mesmo e até mesmo errado. Mas de resto é bem superficial.
  • Comida sintética e mulheres #139 - O texto traz uma reflexão necessária sobre a nova série de artigos da revista The Lancet sobre os perigos dos alimentos ultraprocessados. A ciência já provou que a comida sintética adoece a população, e a autora reforça que o problema agora não é a falta de pesquisas, mas sim a falta de coragem política para peitar o lobby das grandes corporações alimentícias. O grande diferencial do ensaio é conectar essa pauta à justiça de gênero. Já que o trabalho doméstico e a responsabilidade de alimentar a família ainda recaem desproporcionalmente sobre as mulheres, não adianta culpar as escolhas individuais ou apenas mandar "cozinhar mais". Para haver uma mudança real, é preciso investimento público em cozinhas comunitárias, merenda escolar de qualidade e na regulação séria de propagandas enganosas, tirando o peso das costas de quem já está sobrecarregada.
  • Too Many Books? - Mendel, um cara de 31 anos que acabou perdendo o apartamento em Nova York por causa do amor exagerado por livros. Ele juntou cerca de 10 mil exemplares no lugar onde morava, criando montanhas de papel que cobriam todas as paredes, entulhavam o banheiro e quase cobriam o colchão onde ele dormia. O dono do prédio e os vizinhos ficaram preocupados com o risco de incêndio e entraram na Justiça contra ele. Não teve jeito, ele foi despejado. Eu adorei essa frase que uma amiga disse sobre ele: “Mendel lives in his mind,” she said, “and he can take that with him anywhere.”
  • “NÓIS”, NEYMAR E OS MONSTROS QUE CRIAMOS - Neymar é o produto e o espelho de um Brasil recente. Ele representa a ilusão da ostentação (do funk e do rap também) nascida da falta de perspectiva, onde a ascensão rápida não veio acompanhada de maturidade ou responsabilidade. No fim, a nossa incapacidade de superar o Neymar mostra como rebaixamos nossas próprias expectativas, mesmo vendo a decadência escancarada, a gente ainda se pega torcendo por um lampejo daquele futebol que não existe mais.

Para ler

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