2º semestre 2026

  • ✔ CESARINI, Remo. O Fantástico. Curitiba: Ed. UFPR, 2006. (Introdução, I e II capítulos)
    • Tzvetan Todorov. sua produção crítica e historiográfica popularizou a literatura fantástica (1970), assim como Bakthtin ⇢ tradição carnavalesca e Northrop Frye ⇢ modo romanesco. p. 07
    • correntes: 1. literatura fantástica do romantismo europeu (Todorov); 2. fantástico como "modo" literário (Cesarini).
    • em seu ensaio "O Estranho" ( Das Umheimlich, 1919), Sigmund Freud baseia-se no conto "O homem de areia" ( Der Sandman, 1817) de Hoffman. ❝[...] é talvez o seu estudo mais agudo em termos de argumento literário [...]❞ p. 13
    • Freud aponta: formação de duplos; ❝Para Freud, o conto se caracteriza como estranho por causa de um efeito de "incerteza intelectual" que suscita no leitor❞, não permitindo adivinhar se está em um mundo real, fantástico ou de sua invenção. p. 17
    • Jentsch. ❝Um dos meios artísticos mais seguros para provocar o unheimlich consiste em deixar no leitor a incerteza quanto à figura específica que tem diante de si – se é uma pessoa ou autômato [...]❞ sem que ele perceba, inicialmente, que exista essa questão. p. 17
    • Vladimir Sergeevic Solov'ëv. ❝Dentro do autenticamente fantástico resta sempre uma possibilidade formal, exterior, de uma explicação simples, baseada em relações normais e habituais entre os fenômenos (...)❞.
    • Roger Caillois (1958 e em diante). ❝O fantástico é, assim, ruptura da ordem reconhecida (...) O procedimento essencial do fantástico é a aparição: é o que não deveria aparecer mas aparece, em um ponto e instante precisos, no coração de um universo perfeitamente peculiar em que se pensava, sem razão que o mistério tivesse sido eternamente banido❞. p. 47
    • Todorov. ❝O fantástico ( le fantastique ) ocupa o lapso de tempo desta incerteza; mal é escolhida uma ou outra resposta na esfera de um gênero similar, o estranho ( l'strange ) ou o maravilhoso ( le merveilleux ). O fantástico é a hesitação ( l'hésitation ) provada por um ser que conhece somente as leis naturais, diante de um acontecimento aparentemente sobrenatural❞.
    • a def. de Todorov, ao conter dois elementos, ❝permite a ele introduzir, no lugar do conceito de "ruptura" (Caillois) ou "conflito" (Vax), o conceito de "ambiguidade", como característica essencial do texto, e de "incerteza" ou "hesitação" como experiência, inscrita no texto, do personagem; ou como reação, prevista pelo texto, do leitor❞. p. 55
    • Lucio Lugnani. são contos fantásticos aqueles que possuem um desvio da realidade. ❝O conto do real, isto é, realista, é o pólo opositivo fundamental do estranho, do maravilhoso e do fantástico, ou seja, dos contos que lidam com o desvio da realidade❞.
  • BENVENISTE, E. [1970] O aparelho formal da enunciação. In: Problemas de linguística geral 2. Campinas: Pontes, 1989, p. 81-92.
    • ❝As condições de emprego das formas não são, em nosso modo de entender, idênticas as condições de emprego da língua❞. p. 81
  • ALTHUSSER, Louis. Ideologia e aparelhos ideológicos de Estado. 1970
  • ALTHUSSER, Louis. “Marxismo e Humanismo” In: Por Marx.

07-11 de Setembro

  • ✔ PHILIPPOV, Renata. Prefácio: fantástico: um termo; vários caminhos e linhas de pensamento possíveis. In: O fantástico nas literaturas estrangeiras. Uberlândia: Gráfica e Editora Edibrás, 2020.
    • ❝Enquanto no maravilhoso, o leitor está diante de acontecimentos e personagens dentro de narrativas que se passam em cenários totalmente isolados da realidade objetiva tal como a definimos, ou seja, no mundo da imaginação (com castelos, florestas encantadas, personagens da realeza, seres inanimados que ganham vida, ou seja, o universo dos contos de fadas e das lendas, universo esse em que tudo é possível), no estranho, temos enredos em que fenômenos sobrenaturais ou aparentemente inexplicáveis atingiriam a realidade objetiva e, ao final, teriam explicação plausível ou racional (o fantasma, por exemplo, seria apenas fruto da ilusão ou da imaginação de personagens ou uma brincadeira de alguém)❞.
    • ❝O fantástico, para Todorov, seria restrito ao momento de oscilação, de dúvida, de incerteza, ou, como prefere o autor búlgaro, de “hesitação” das personagens, do narrador e nosso também (enquanto leitores) entre acreditar no narrado sem questionamentos (embarcando, assim, no mundo do maravilhoso) ou aceitando que tudo não havia passado de um evento plenamente explicável pela racionalidade (ou seja, o estranho)❞.
  • ✔ “O rato e o eremita” e “O Cavaleiro e o pacto com o diabo”
  • ✔ FREUD, Sigmund. “O interesse da Psicanálise” e “A negação”

14-18 de Setembro

  • Hoffmann, E.T.A. “O Homem de Areia”
  • FOUCAULT, Michel. “As formações discursivas”. In: A arqueologia do saber.
  • COURTINE, Jean Jacques. “O conceito de formação discursiva”. In: Análise do discurso político: o discurso comunista endereçado aos cristãos.
sep 6 2026 ∞
sep 24 2026 +