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  • DeBÍ TiRAR MáS FOToS, Bad Bunny: ★★★★★
    • primeiro álbum inteiro que ouvi no ano. foi foda conseguir interagir com ritmos latinos que, normalmente, não ouvimos no Brasil — e, ao mesmo tempo, perceber o quanto dos nossos ritmos tradicionais se misturam com o de outros países daqui. adorei os sintetizadores e as pausas nas músicas; um dos projetos mais coesos que já ouvi em um tempinho.
  • Coisas Naturais, Marina Sena: ★★★★★
    • Não foi minha primeira interação com a Marina, por já ter ouvido alguns singles, mas foi outro projeto que me tocou MUITO pela escolha de ritmos e, principalmente, as letras. Marina é orgulhosamente brasileira e esse álbum fala isso em cada respiração. minha música favorita foi Doçura :) impossível não comentar também no projeto visual que acompanha as músicas, foi um trabalho impecável e que me influenciou bastante.
  • Vício Inerente, Marina Sena: ter ouvido Coisas Naturais antes desse estragou um pouco a experiência, mas não é um álbum ruim; apenas apagado em comparação ao irmão mais novo. Marina tem um talento enorme tanto no vocal quanto no visual, isso não dá pra negar.
  • Nothing's About to Happen to Me, Mitski: pessoalmente, não curti muito. tentei dar outra chance e ouvi uma 2ª vez, porém as letras da Mitski não andam mais me tocando tem um tempinho e esse álbum pra mim foi, no máximo, morno.
  • HEAT, Tove Lo: bem EDM, música de balada/rave. eu amei completamente, acho que foi um projeto que ficou meio fora do radar das pessoas, mas são músicas legais de dançar. é bom pontuar que ela acertou bastante em deixar que fosse algo curto, também, porque não tem tanta variação entre as músicas.
  • S!ut, Valencia Grace: outro projeto bem legal estilisticamente falando. 2026 veio com tudo quando se trata do pacote completo e Valencia não decepcionou com as letras, brincando e fazendo críticas ao mesmo tempo. só achei curto demais para ser chamado de álbum.
  • Louder, Please, Rose Gray: metade das músicas são incríveis e a outra metade é incrivelmente tediosa. foi bem 8 ou 80, EMD core com uma pitada de vontade de hitar. não vi muito buzz sobre, mas em geral curti. angel of satisfaction e switch foram as melhores do álbum. eu gostei da estética do álbum também, mas ela parece ainda estar se encontrando no que quer fazer, porque me lembrou um pouco a Caroline Polachek.
  • rapunzel, dhruv: já tinha ouvido double take antes, mas nunca parei pra ouvir o álbum todo. é um projeto curto, mas ambicioso e coerente. a voz dele é uma coisa dos anjos, um talento gigante; tô apaixonado. no meio de um mês cheio de batidão e batuque, amei ter essa dualidade.
  • Every Night Fantasy, Omar Ruudberg: achei a sonoridade beeem pop básico dos anos 10, mas não odiei (sou cria desse pop mesmo). a voz dele tem muito potencial e espero ouvir mais ritmos com ele no futuro.
  • Alligator Bites Never Heal, doechii: álbum muito coeso, ainda que eu ache que não tenho repertório o bastante pra entender todas as minuncias dele. doechii raramente erra e eu gosto da teatralidade que ela traz em seus trabalhos; ainda que você não a veja performando, a voz dela deixa claro o que ela quer passar.
  • Bluesman, baco exu do blues: costumava adorar esse álbum, hoje tenho muitas críticas. apesar da coesão e musicalidade, baco se escora numa percepção da identidade negra quase totalmente estrangeira; praticamente todas suas referências são de fora (kanye, jay z, beyoncé). além disso, sendo um homem cis, todas suas letras falando de mulher envolvem algo sexual ou alguma ref de como ela apoia sua saúde mental — não lembro de uma sobre a força da mulher negra, por exemplo. honestamente, envelheceu mal dentro do que se propôs a fazer.
  • WOR$T GIRL IN AMERICA, Slayyyter: EDM torando. um projeto musical e visual muito foda e introspectivo. não curti todas as músicas, mas ela criou batidas bem originais e ousou bastante, o que sempre é positivo.
mar 10 2026 ∞
mar 31 2026 +