maio foi lindo em tons de verde. em maio, deixei o amor renascer dentro da minha cabeça e lembrei que é preciso sair da ilha para ver a ilha, porque não nos vemos se não saímos de nós, e ainda existem ilhas desconhecidas. verde é o tom de quando o verão toca a cidade, tudo fica amarelo e azul e verde na imensidão da beira do rio. é o tom das fofocas com o joão, o tom que se mistura ao do sol quando o joão ri, meio bêbado, meio me olhando com dizeres indecifráveis no olhar - tenho certeza de que o meu reflete o dele, porque não dá pra afirmar que já não existem mais ilhas desconhecidas. a minha ainda existe. maio veio pra dizer que ainda existem ilhas desconhecidas e tudo bem explorá-las, mudar e enxergar novos significados pras coisas. veio pra me deixar em lágrimas com as palavras da minha psicóloga, dizendo que estava orgulhosa de mim e estava feliz de me ver sorrindo; que "autoconhecimento é isso que está acontecendo contigo". veio, sobretudo, pra me lembrar de mim. eu existo e sou verde & azul & amarelo-sol-ameno-da-tarde & também sou joaninha da sorte & também sou eu & as músicas do djavan. às vezes é preciso olhar para a ilha ou para além dela e lembrar que a ilha existe e não é (talvez não seja) tão desconhecida assim. a ilha existe e ela sou eu e tudo então é verde.

jun 2 2026 ∞
jun 2 2026 +