🤧💕
- « [...] seu trabalho não é o que eu estou acostumado a ler e, para ser sincero, nunca nem cheguei perto de algo parecido com isso que acabei de ler. [...] que fique claro que isso não é uma crítica ruim. seu material é único. é poético, e desfrutei de alguns trechos onde consegui pescar sua intenção. alguns. eu confesso que não sei quem falava, não sei quem respondia, nem o que acontecia. minha compreensão final parece um prisma colorido do qual eu não compreendo nenhuma cor. entendo que é a sua pegada, e talvez nem seja a sua pegada geral, mas sim a proposta deste material. eu me senti dentro da cabeça da minha sobrinha, que tem quinze anos, pensa e fala mais rápido que a boca e ama literatura. e isso é singular. [...] eu gosto e respeito muito quando o autor é fiel a si mesmo, e creio que esse seja o seu caso. você escreveu um material denso, que faz sentido para você e para o leitor que acompanha seu trabalho. sinto que, se lesse desde o capítulo um, teria uma compreensão melhor. [...] é como se devaneios lampejassem a cena inteira. preferencialmente, curto coesão, engrenagem narrativa, desdobramentos, andamento da história, liricidade e poesia em uma medida muito diferente da que você me mostrou, o que suspeito que seja justamente a proposta diferentona do texto. então, se fosse te sugerir mudanças, o que não é minha intenção, seria mais nesse sentido. mas, mesmo isso, é preferência. tenho certeza de que esse tipo de conteúdo tem o seu público. [...] vender-se aos moldes do mercado ou da convenção seria o mesmo que remover a alma colorida que vislumbrei no seu texto. » (anon, reddit, about ch. xxxvii — mai.2026)
- « então! eu amei tua linguagem. eu escrevo de forma semelhante e me vi em ti, sabe. a premissa também é deveras interessante. os rodeios filosóficos (filosóficos? angústia existencial?) são interessantes a princípio. mas então... eu vejo um monólogo no qual é preciso trabalhar a clareza. você vai e rodopia, rodopia, e eu não vejo bem o que está acontecendo. achei interessantíssimo que estivesse na segunda pessoa, muito corajoso de sua parte, mas isso também ajudou a fazer com que me perdesse. acho louvável confiar no leitor e ser exigente. todavia, toda essa força, essa mística com as palavras, é um grande furacão. é preciso uma direção. tua linguagem lembrou-me o século xix, sabe. lembrei de brás cubas. machado escrevia com semelhante registro, mas era tudo guiado, sabe. havia uma linha. todas as vezes em que ele parecia se perder em devaneios, era tudo proposital, orquestrado, fazia parte se perder naquele momento. no seu caso, já começa assim. não há âncora. e continua assim... enfim, espero poder ter ajudado com a crítica. good luck! » (anon, reddit — abr.2026)
- « amiga, não há nada de péssimo em sua escrita. eu só vi alguns pontinhos em que ajustaria o paralelismo, a concordância e a regência verbal, mas, fora isso, o texto é um deleite sensorial. prosa lírica de qualidade. o que faz o texto funcionar pra mim é a repetição da repetição ao longo dos parágrafos. o que mantém a coesão não é a diversidade de imagens, pelo menos para um leitor que não acompanha sua fantasia no ao3 – imagino que haja elementos resgatados de seus outros textos neste aqui. é o desespero de preservar o objeto de desejo perdido a todo custo que proporciona o fio condutor. » (anon, reddit, about ch. xxxiv — abr.2026)
- « gostei do estilo. me parece ser mais literário que a média do gênero de fantasia — algo de lispector na poética e introspecção da prosa? se você acredita nesse estilo, eu tentaria não mudar muito para atender expectativas mais convencionais e comerciais, que hoje em dia preferem tudo mais linear e explicadinho. você tem uma voz literária bem particular, aplicada num gênero mais comercial, o que eu adoro e incentivo! mas pode apresentar algum tipo de desafio, recomendaria rodar o texto em oficinas literárias. » (anon, reddit — nov.2025)
may 2 2026 ∞
may 9 2026 +